“Felicidade foi-se embora?” Por Mario Sergio Cortella

“Felicidade foi-se embora?”

Foi com esse tema que Mario Sergio Cortella levou 1.500 pessoas ao Clube de Tênis Catanduva. A palestra foi realizada ontem, 12 de junho, Dia dos Namorados. O objetivo do evento foi o de angariar fundos para a Legião Mirim que muda a vida de tantos jovens da cidade, que buscam o primeiro emprego. A ação tem o apoio de O Regional que realiza a campanha “Legião Pró Legião”.

Antes da palestra, Cortella falou com a imprensa local no Pub. Simpático, ele falou sobre a importância da educação e sobre as mudanças no hábito de leitura. Em um bate-papo com a reportagem de O Regional, ele falou que ficou surpreso ao chegar em Catanduva e ver tantos jovens fãs que leram suas obras e eram admiradores da sua palavra.

Com a violência, corrupção, desemprego e tantos problemas que afetam a vida das pessoas, nosso questionamento era sobre a felicidade. Diante disso, ele aponta que é possível nos apegarmos a ela, que o horizonte melhor é encontrar tal felicidade na solução dos problemas.

“Afinal, diziam nossas avós, ‘não há mal que sempre dure, e nem bem que nunca se acabe’. Assim, a Felicidade, tal como a flor que cresce, às vezes nos vãos de um asfalto, é uma recusa à uma vida na qual seja dominante a desertificação da esperança e a esterilização dos sonhos; repito: a Felicidade não vem sempre, nem de qualquer modo e nem o tempo todo, mas, quando vier (e ela vem) agarre aquele instante, agradeça e se aproprie antes que se vá (e ela vai) até que volte (e ela volta)”, disse.

Cortella sempre fala sobre a coragem, que não é ausência de medo, uma capacidade de enfrentar o medo. “Não se confunda medo com pânico; medo é estado de alerta, enquanto pânico é o que imobiliza. É preciso ter medo de perder a saúde, de não criar uma família decente, de não ter sucesso no negócio e na profissão; ou seja, é preciso ficar alerta para a possibilidade de fracasso e, portanto, ter coragem para tomar providências contra este, com preparo, aprendizado, humildade e persistência. Quem diz não tem medo de nada não é corajoso; é, isso sim, vulnerável e em situação de risco”, afirma.

Sobre as redes sociais, ele aponta que elas são magníficas para situações de conectividade, simultaneidade, instantaneidade e mobilidade. “Contudo, podem agregar também um nível de superficialidade e imediatismo nas relações, fazendo com que haja mais contentamento com o mundo virtual, do qual basta desligar a conexão quando não se gosta do que se vive, do que o mundo concreto que exige ter de lidar com as agonias e alegrias consigo e com os outros”, disse.

“Minha objeção não é ao uso de tecnologias, mas ao comportamento obsessivo em relação a elas, a dependência exagerada e a alienação eventual que podem acarretar; afinal, como dizemos nós, os caipiras, ‘mundo de poeta não tem pernilongo’”, complementa.

Reportagem por Cíntia Souza, via O Regional.

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